Oxalá

Oxalá significa “Orixá dos Orixás”. Nele encontramos poesia, sonhos, afeto e também uma matemática da integração pura.
Se sentir dificuldade para compreender Oxalá, volte aos demais Orixás e retorne quando estiver pronto.
Oxalá é o Senhor Crístico, a Alma auto realizada e Co-Criadora, o “Filho” que integra Mãe e Pai. Ele representa a manifestação da Mônada, o Ser Original que se ilumina e age conscientemente na Criação, através do Corpo Crístico.
É a decisão divina de criar, o Verbo que dá início à manifestação, e, por isso, surge junto com Exu, que representa a vontade e a ânsia de criar. Ogum, Iansã, Oxóssi, Iemanjá, Omolú, Nanã, Oxum, Oxumaré e Xangô são aspectos dessa Criação, cada um com sua função e virtude, todos conectados ao propósito maior de Oxalá.
Oxalá e Exu são inseparáveis: Oxalá traz o propósito, Exu a ânsia. O universo é dual porque eles são espelhos um do outro, coexistindo em equilíbrio. Exu, mal compreendido e associado a conceitos distorcidos, é na verdade o instigador que ajuda a cumprir a missão de Oxalá.
Oxalá é Deus manifestado, a totalidade em ação e criação, o Ser que cocriando, conduz todos os Orixás e suas funções. Se ainda estiver confuso, permita-se estudar os demais Orixás primeiro e volte a Oxalá com mais experiência.
Oxalá é sério, sábio e guerreiro, mas sua essência está na criança divina e ferida que brinca com Exu, a outra criança divina. Essa união traz a integração da inocência, aprendizado e criação, revelando que tudo no Universo é a brincadeira de duas crianças que, na verdade, são uma só.
Epa Babá!
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